Fontes não renováveis de Energia e seus Impactos no Meio Ambiente

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Como o próprio nome já diz, as fontes não renováveis são aquelas abastecidas por recursos naturais que se esgotam.

A determinante da não renovação esta relacionada a muitos aspectos, mas a que predomina é a disponibilidade no meio ambiente.

As principais fontes de energia não renovável derivam de combustíveis fósseis e são:

     – Carvão Mineral

     – Gás Natural

     – Xisto Betuminoso

Além dos combustíveis nucleares.

E você já parou para pensar sobre de que forma a extinção desse recurso irá afetar no mundo e também na sua vida?

cargueiro

Pois, saiba que, este assunto é relevante, e que a população ainda desconhece informações importantes sobre a utilização das fontes não renováveis de energia, por isso, elaboramos este artigo, faça a leitura até o final, e entenda qual é o compromisso de cada indivíduo com o mundo que chamamos de casa.

Sobre as fontes não renováveis de energia

É importante entender quais as características peculiares de cada fonte considerada esgotável, a começar pelo:


– Petróleo, o néctar de muitos conflitos

Considerada a principal matéria-prima e suntuosa fonte de energia, por toda a história, sua extração foi alvo de conflitos entre povos. Sua utilização é ampla desde: combustível para veículos a fabricação de produtos, mas infelizmente sua queima causa grandes prejuízos ao meio ambiente.

Poder, dominação e riqueza são status de quem domina ou controla o uso deste material.


– Carvão Mineral

É o segundo no ranking, já foi supremo durante o período da revolução industrial, mas até hoje ainda é bastante explorado, inclusive como uma das principais fontes de energia para alguns países, sobre isso falaremos adiante.

Assim como o petróleo é um combustível fóssil, formado a partir de milhares de anos de natureza morta, restos de animais e gases.

trabalhador mina de carvao

     – Gás Natural

Um pouco menos poluente que o petróleo e o carvão mineral, sua extração segue processo semelhante a do petróleo, e se forma a partir da mistura de: metano, etano, propano, butano e outros.

Não podemos negar que é uma grande fonte de energia doméstica e utilizada praticamente por todas as famílias.


– Óleo de pedra


Este é o termo popular para Xisto betuminoso, que também é um recurso natural fóssil, mas concentrado em forma de pedras, que podem ser diluídas quando expostas a altíssimas temperaturas.

É bastante agressivo ao meio ambiente, e de difícil extração.


– Energia nuclear

Concorda comigo que não gostamos desta expressão? Remete-nos ao potencial de destruição ao qual o mundo já foi exposto.

Mas é uma alternativa para países com baixa capacidade hidroelétrica, e até de forma vantajosa, pois não emitem poluentes gasosos e absorvem áreas menores.

Contudo não temos como ignorar o alto potencial de destruição caso aconteça obstrução de reservas, além da intenção de utilizá-lo como imponente arma.

Agora que conhecemos as principais fontes de energias não renováveis, é interessante sabermos quem as utiliza e por qual motivo, certo?


Quem são os usuários das energias não renováveis?

Conhecemos as energias não renováveis e estamos adaptados a ela, e a tecnologia oferece os instrumentos e ferramentas para transformá-la em recurso para suprir nossas necessidades diárias, além disso:


– O custo é baixo;

     – Existem muitas formas de variação;

     – Facilidade no transporte;

     – Geram postos de trabalho;

     – Apresentam bom rendimento.


As vantagens são determinantes da utilização deste tipo de energia, principalmente para os países pobres.

Em alguns casos, a fonte de energia não renovável é bem mais que um produto em potencial para resolver questões de energia, é o determinante de seu perfil econômico, por exemplo, no caso do carvão que movimenta a economia da China.

A China está entre os maiores produtores de carvão do mundo, antecedida apenas por Estados Unidos e Rússia. Na China 114 bilhões de toneladas, ocupam 13,3% da fatia global de carvão no mundo. É um grande volume concorda?

trabalhadores siderúrgica china

Suas reservas são densas, mas o potencial poluente do carvão, tanto ao subsolo como para o ar, pede que não apenas a China, que já está adotando estratégias para diminuir a produção, com:

     – Compensação financeira aos produtores que atingirem cotas de redução, como nos casos da cidade de Shanxi e Henan;

     – Redução da jornada de trabalho dos operários nas mineradoras;

     – Diversificação da economia;

     – Crescimento das alternativas renováveis de energia.


Também sejam adotadas por outros países que exploram o recurso.

Mas para um país, considerando a segunda economia do mundo, administrar 12 milhões de trabalhadores que atuam na indústria do carvão e siderurgia, não é tarefa fácil.

Somente em 2016 a indústria do carvão demitiu 1,5 milhões de trabalhadores, e que precisam ser readmitidos em outros setores.

É um custo alto, mas necessário, se o desejo for prolongar a vida do planeta.

Impactos das fontes de energia não renováveis para o mundo

Amamos o mundo concorda? Então porque o Homem insiste em lhe fazer mal?

O custo para explorar as fontes não renováveis de energia, às vezes é alto, e não estamos falando da questão financeira que envolve o processo, mas sim da incidência negativa para o planeta.

São anos e anos alimentando o efeito estufa, com efeitos nocivos para o:

     – O ser humano

Aumentando as doenças respiratórias, da pele, e índices de câncer.

emissao gases poluentes

     – Rios e mares

Destruição da vida marinha, extinção de habitat e espécies, além do elevado índice de poluentes lançados nas águas;

     – Animais

Invasão de seus territórios ameaçando a extinção das espécies.

     – Vegetação

Degradação dos biomas aumento de desertos, desequilíbrio ambiental.

Por muitas vezes, fomos surpreendidos com acidentes de grandes proporções como as chuvas ácidas, derramamentos de petróleo, explosão em reservatórios, vazamentos nucleares devastadores.

Mas, os efeitos negativos silenciosos e constantes que as fontes de energia não renováveis acometem as pessoas e toda a atmosfera é que preocupa e muito as entidades de proteção como Greenpeace, WWF- Fundo Mundial para a natureza, ONGs espalhadas pelo mundo, órgãos do governo e cidadãos comuns.

É necessário que toda a população se conscientize e se mobilize em força tarefa, onde é relevante aprender a agir proativamente para “salvar” nossa casa de uma “combustão desenfreada” no futuro próximo.

O futuro das fontes de energia não renováveis

O consumo de energia no mundo não estagna, cresce e aceleradamente. A locomotiva China lidera o consumo mundial, e influencia para que Ásia sozinha assuma a liderança nas perspectivas de consumo também para o futuro.

E que de fato, o desafio para “sustentar a demanda de energia do planeta” no consumo crescente estimado para 30% até 2030, questões como de onde será provida a energia? E como cada país deverá participar para suprir a demanda? São preocupações que tomam a pauta de discussão sobre as fontes não renováveis de energia.

De concreto temos que a situação não está contribuindo para encontrarmos respostas, pois:


– 
Os conflitos constantes no Oriente Médio, que influenciam maciçamente no preço do petróleo;

     – O receio dos acidentes nucleares;

     – Os elevados índices de poluição.


Travam as discussões e prospecções para o futuro das energias não renováveis.

Se o carvão, o gás natural e o petróleo, que já dominaram a matriz de fonte de energia não renovável, ainda poderão dar conta de uma grande demanda? A resposta é sim, as projeções para 20 anos estimam participarem com 75%.

Porém, devemos considerar que todas as fontes são interdependentes, sendo o petróleo o carro chefe, o propulsor da economia.

Fontes de pesquisa:

www.suapesquisa.com/energia/fontes_nao_renovaveis.htm, acessado em 28 de Dezembro de 2016.

pt.wikipedia.org/wiki/Energia_n%C3%A3o_renov%C3%A1vel, acessado em 28 de Dezembro de 2016.

brasilescola.uol.com.br/, acessado em 31 de Dezembro de 2016.

planetasustentavel.abril.com.br/noticia/energia/demanda-global-futuro-energia-exame-627853.shtml, acessado em 02 de Janeiro de 2017.

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